O aporte manda no começo, o juro manda no fim
No início você é o motor do seu patrimônio; o juro só assume o volante depois.
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Por que isso importa?
Quem começa a investir costuma gastar semanas escolhendo o produto perfeito e minutos decidindo quanto vai aportar. A ordem está invertida. No primeiro ano, com aportes mensais, o rendimento responde por uma fração pequena do saldo — o resto saiu do seu bolso. A taxa só se torna o fator dominante quando o montante acumulado é grande o bastante para render mais do que você consegue depositar. Antes disso, otimizar rentabilidade é ajustar o detalhe enquanto o principal fica parado.
Como aplicar?
- Calcule quanto tempo seu aporte atual leva para chegar à sua meta.
- Refaça a conta aumentando o aporte em 30%, e depois aumentando a taxa em 30%. Compare qual das duas encurta mais o prazo.
- Direcione sua energia para a variável que venceu — quase sempre será o aporte.
Na prática
Sair de R$ 200 para R$ 500 mensais reduz o tempo até os primeiros R$ 100 mil em quase sete anos. Dobrar a rentabilidade de 6% para 12% ao ano, mantendo o aporte, economiza pouco mais de dois. A conta não deixa margem para dúvida sobre onde está a alavanca.
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